quinta-feira, 3 de maio de 2012

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DOS MISSIONÁRIOS

A Escola Brasileira

Fred e Virginia McClanahan não contribuíram com Carnaubais apenas na esfera religiosa, mas também na esfera social, mais especificamente no setor educacional.

Certificado de conclusão do ensino primário do ano de 1969 da aluna da Escola Brasileira Maria Edileuza Cabral.


Os missionários fundaram um grupo escolar chamado de "A Escola Brasileira" que oferecia ensino primário (do infantil a 4ª série na época) as crianças carnaubaenses. Não sabemos a data da fundação da escola. A cima, para ilustrar, temos o certificado de conclusão do ensino primário da aluna Maria Edileuza Cabral, que estudou na escola de Seu Fred e hoje trabalha como professora do Complexo Educacional Luiza Cavalcante - CELC em Carnaubais. 

Seu Fred e Dona Virginia tentaram estender o grau de ensino a fim de que a escola pudesse proporcionar o nível ginásio (de 5ª a 8ª série na época). Eles ainda conseguiram oferecer a 5ª e a 6ª série, mas por falta de apoio o ensino ginásio não expandiu até as últimas séries nem durou muito.

A Escola Brasileira também dava oportunidade aos seus alunos concluintes de continuarem seus estudos no Colégio Bereiano, uma escola batista, em Natal. Algumas pessoa de Carnaubais seguiram essa proposta.

Depois da partida da família McClanahan A Escola Brasileira não continuou as suas atividades, mas deixou sua contribuição na formação educacional de muitas crianças na época.  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O SERVIÇO DOS MISSIONÁRIOS

Surgimento da primeira igreja evangélica em Carnaubais

Por volta do ano de 1959 chegaram a cidade de Carnaubais o casal de missionários americanos Fred e Virginia McClanahan. Eles foram enviados pela Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial, uma organização missionária que desde 1939 tinha começado um trabalho na área peruana do rio Amazonas e naquele momento estavam voltados para o nordeste do Brasil. Coube para o serviço do casal McClanahan as terras da cidade de Carnaubais que na época da chegada deles ainda era uma vila pertencente a cidade de Assu, vindo a emancipar-se e tornar-se uma nova cidade quatro anos depois, em 1963.

Panfleto trazido pelos missionários explicando a missão deles. Note que a inscrição do panfleto encontra-se na língua dos missionários, o inglês.


Em Carnaubais já existiam pessoas convertidas ao evangelicalismo, mas não havia nenhuma denominação implantada, os convertidos congregavam em cidades vizinhas. Mas a partir do trabalho dos missionários, foi implantada a primeira denominação evangélica de Carnaubais, a Igreja Batista Regular. A partir daquele momento, de forma inédita, a nova cidade possuía duas representações religiosas, a Igreja Católica, que já existia e a Igreja Batista Regular (evangélica). Logo, pessoas foram se convertendo, aumentado o número de evangélicos da cidade e alguns deles passaram a auxiliar o ministério de Fred e Virginia. No início a Igreja Batista não possuía templo, sendo o culto e os demais serviços realizados sob tendas de lona nas proximidades da comunidade de Timbaúba. Estas tendas lembravam em sua forma o tabernáculo do Antigo Testamento. Depois de algum tempo, com a ajuda dos membros, foi edificado o primeiro templo evangélico de Carnaubais, localizado no antigo centro deste município que na época encontrava-se na várzea (hoje o centro urbano localiza-se no tabuleiro), próximo ao sobrado de Abel Alberto da Fonseca. 

Seu Fred e Dona Virginia como eram mais conhecidos pelos populares, permaneceram por mais de uma década em Carnaubais a frente dos serviços da Igreja Batista. Porém, a contribuição deles não se resumiu ao âmbito religioso e este blog falará mais disso nas próximas postagens.

Acompanhem.

sexta-feira, 23 de março de 2012

BIOGRAFIA DE UM MISSIONÁRIO

Fred McClanahan Jr.
No dia 27 de Junho de 1923, na cidade de Faulkner, uma cidade do condado de Cherokee, no estado americano do Kansas, nasceu Fred McClanahan Jr., filho do casal Fred McClanahan e Lora Jane Barrows McClanahan.

Fred Jr participou do Faulkner Elementary School (escola primária) e do Cherokee Comunity Hight School (escola secundária). Graduou-se em Bíblia no Rockmont Bible College, na cidade de Denver, no estado do Colorado, e fez um trabalho de seminário no Tennesse Temple, na cidade de Chattanooga, no estado do Tennesse.

Em Maio de 1956, Fred casou-se com Virginia LeSuer. Eles passaram 32 anos casados, pois Virginia veio a falecer em 1988, vítima de câncer nos ossos. Depois disso, em 29 de Abril de 1989, Fred McClanahan casou-se com Janet Roudybush. Ao que parece, Fred não teve filhos, nem com Virginia e nem com Janet.

Fred McClanahan foi pastor da Zion Hill Community Church (Igreja da Comunidade de Monte Sião) na cidade de Altamont, Kansas, e da First Baptist Church (Primeira Igreja Batista) na cidade de Idaho Springs, Colorado. Ele também serviu como missionário da Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial, atuando 25 anos no Nordeste brasileiro. Neste trabalho missionário, ele desempenhou um importante serviço em Carnaubais, uma pequena cidade do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, pois além de implantar e fundar a primeira igreja evangélica daquele lugar, a Igreja Batista Regular, fundou também, juntamente com sua esposa Virginia, uma escola de ensino primário e secundário, A Escola Brasileira. Por causa dessa ampla contribuição ele foi declarado cidadão honorário de Carnaubais.


Fred morreu aos 78 anos de idade, numa sexta-feira, dia 22 de Junho de 2001 no Topeka Hospice, na cidade de Topeka, uma cidade no condado de Shawnee, Kansas, e foi sepultado no cemitério Elm Grove, na cidade de Edna, uma cidade no condado de Labette, Kansas.


Posteriormente, postaremos de forma mais detalhada o trabalho de Fred e Virginia em Carnaubais.



segunda-feira, 19 de março de 2012

NASCEU UMA NOVA MISSÃO

Dr. Rafael Thomas 


Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial (ABWE)

No ano de 1927 retornou das Filipinas para os Estados Unidos o médico e missionário Dr. Raphael C. Thomas (foto ao lado). Após 23 anos de serviço neste país asiático, usando a medicina como um instrumento para o evangelismo, Dr. Raphael Thomas foi obrigado pelo seu conselho de missões a limitar a sua atuação ao serviço médico. Ele recusou-se a abandonar o seu trabalho evangelístico e apresentou sua renúncia. Juntamente com ele, várias pessoas que atuavam em sintonia com o seu trabalho também apresentaram suas abdicações. De volta a América, Dr. Thomas se reuniu em Watch Hill, Rhode Island, com um grupo de associados a fim de pensarem sobre o que fazer. O resultado foi a criação de uma nova missão batista, a Associação dos Batistas para o Evangelismo do Oriente (ABEO).


Nos primeiros sete anos de missão houve pouco crescimento, havendo menos de vinte missionários da ABEO espalhados em três áreas das Filipinas.

Em 1939, a Associação começou um novo trabalho na área peruana do rio Amazonas e por causa disso, mudou seu nome para Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial (ABWE), nome que conserva até os dias de hoje. A ABWE expandiu sua área de atuação, aumentado o número de campos missionários, apesar das dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial.

Esta Associação existe e está atuante até hoje. Podemos saber mais sobre ela consultando o site: www.abwe.org.

Neste blog, pretendemos mostrar qual a relação da ABWE com a cidade de Carnaubais. Acompanhem.

Fonte: www.abwe.org.     

segunda-feira, 5 de março de 2012

FENÍCIOS: POVO DO MAR



A antiga Fenícia era uma estreita faixa de terra, localizada entre o mar Mediterrâneo e uma cadeia de montanhas, que dispunha de poucas áreas de solo fértil.

Devido à escassez de solos os fenícios desde cedo se voltaram para o mar, tornando-se grandes navegantes e excelentes comerciantes.

Graças ao comércio, as cidades fenícias prosperaram e enriqueceram. As principais cidades fenícias eram Biblos, Sídon e Tiro. Havia também diversas colônias fundadas pelos fenícios, algumas das quais cresceram e se tornaram cidades importantes, como Cartago, Gades e Sargunto.

A região da antiga Fenícia é ocupada atualmente pelo Líbano.


Fonte: Vontade de saber História, 6º ano    

sexta-feira, 2 de março de 2012

OS FENÍCIOS AJUDARAM A CONSTRUIR O TEMPLO DE SALOMÃO

Eis abaixo trechos do livro bíblico de 1 Reis que mostram os fenícios fornecendo aos israelitas material para a construção do Templo de Salomão. Estes versículos demostram o caráter de grandes navegantes e excelentes comerciantes que o povo fenício possuía.  

Disse Salomão a Hirão, rei de Tiro e Sidon (cidades fenícias): "Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios".

E enviou Hirão a Salomão, dizendo: "Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste. Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa".

Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.

E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.

E SUCEDEU que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR.

Fonte: Trechos do livro bíblico de 1 Reis: 1 Rs 5.6, 8 - 11; 6.1.

quinta-feira, 1 de março de 2012

FENÍCIOS: GRANDES NAVEGADORES E COMERCIANTES DA ANTIGUIDADE


Os fenícios eram conhecidos pelos povos da Antiguidade como grandes navegadores e excelentes comerciantes.

As embarcações fenícias possuíam velas e remos que eram movidos por escravos. As que eram de caráter comercial tinham um casco largo e arredondado, com maior espaço para o transporte das mercadorias. Já as que eram de caráter bélico eram menores e mais velozes. Eram responsáveis pela patrulha da rota comercial e das embarcações comerciais. Possuíam um esporão agudo na proa para perfurar cascos das embarcações inimigas.

Nos portos mais importantes, os fenícios construíam faróis, onde eram acessas grandes fogueiras para orientar as embarcações que navegavam à noite.

Os fenícios comercializavam mercadorias muito valorizadas pelos povos antigos, como azeite de oliva, papiro, jóias e tecidos tingidos de vermelho. Mas um dos produtos mais comercializado pelos eles era o Cedro-do-Líbano, uma mercadoria muito valiosa, pois sua madeira de alta qualidade podia ser usada em várias tipos de construção.

Fonte: Vontade de Saber História, 6º ano.