terça-feira, 28 de junho de 2016

A ORIGEM DOS POVOS

São esses os clãs dos filhos de Noé, distribuídos em suas nações, conforme a história da sua descendência. A partir deles, os povos se dispersaram pela terra, depois do Dilúvio.

Gênesis 10:32


A partir dos filhos de Noé e seus descendentes, Deus repovoou a Terra depois do Dilúvio.

“Partindo da região de Ararate, os descendentes de Jafé foram para o oeste, onde hoje é a Ásia Menor e a Europa; os descendentes de Cam seguiram para o sudoeste, em direção a Canaã, Egito e Norte da África; e os de Sem se dirigiram para o Sudeste da Mesopotâmia, no local que hoje chamamos de Golfo Pérsico”. ¹

Como Deus fez isso e qual era o seu objetivo?

De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.


Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.

Atos 17:26 e 27


¹ STOTT, John. A Bíblia toda o ano todo: meditações diárias de Gênesis a Apocalipse. p.43. Editora Ultimato. Viçosa-MG, 2007. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A ORIGEM DO SER HUMANO

         
          Atualmente a teoria mais aceita entre os cientistas sobre a origem da vida e do ser humano é a Teoria da Evolução, surgida no século XIX a partir dos estudos do naturalista inglês Charles Darwin. Mas hoje em dia existe um bom número de cientistas que defendem uma outra teoria chamada de Teoria do Design Inteligente (TDI) ou Teoria do Projeto Inteligente.

          Segundo o evolucionismo, no ciclo da reprodução, uma geração apresentaria pequenas modificações em relação à geração anterior que com o passar de muitos anos se tornariam mais ou menos fixas, surgindo com isso novas espécies. Aquelas características que deram aos seus possuidores uma melhor adaptação às condições do meio, garantiria sua sobrevivência, enquanto as demais tenderia a desaparecer. Por isso, houve a perpetuação apenas das espécies mais bem adaptadas.

         
          Enquanto isso, a Teoria do Projeto Inteligente se baseia na existência da informação como entidade importante no universo ao lado da matéria e da energia. Segundo essa teoria,  além da matéria e da energia podemos encontrar no universo a informação que garante a existência de sistemas complexos, organizados, padronizados e funcionais, como aqueles encontrados na molécula de DNA. Além disso, podemos perceber claramente que por trás de toda informação existe uma inteligência que a projetou. Sendo assim, todas as espécies, inclusive o ser humano, dado o grau de informação que possui em seus organismos que os torna complexos, organizados, padronizados e funcionais, seriam fruto de um Projeto Inteligente.

          Essas são atualmente as duas teorias científicas que se propõem a explicar a origem da vida e do ser humano no universo, o Evolucionismo que tenta explicar a origem da vida pela via das forças naturais e o Projeto Inteligente, que tenta explicar a origem da vida pela via da ação de uma mente inteligente e consciente.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

COMO SURGIRAM OS SINDICATOS?

Carnaubais viverá hoje (28 de novembro de 2013) mais uma eleição para a escolha da diretoria que ficará a frente do Sindicato dos Servidores Púbicos de Carnaubais – SINDISEC pelos próximos dois anos.

Mas, como foi mesmo que surgiram os sindicatos? Surgiram no século XIX, no contexto da revolução industrial, quando nas primeiras fábricas era comum o trabalho de crianças e grávidas e as jornadas de trabalho variavam entre 14 e 17 horas, sob péssimas condições de trabalho e segurança. Naquela época, o que realmente importava era a produção e não o trabalhador.

Assim, para obter melhores condições de trabalho e sair desse contexto de exploração, os trabalhadores foram gradativamente ganhando o direito de se associarem em grupos a fim de lutar pelo que lhes era devido. Começou primeiramente na Inglaterra em 1833, depois apareceu na França em 1864, nos Estados Unidos em 1866 e na Alemanha em 1869.


Hoje em dia existem os mais variados tipos de sindicatos que representa e defende o direito das mais variadas categorias profissionais.

sábado, 28 de setembro de 2013

HOUVE UM OUTRO TEMPO...


Houve um outro tempo. Um tempo em que nas vilas e nos povoados as pessoas não tinham carros ou motos, mas andavam a pé ou no lombo de animais. Era o tempo em que quase não havia meios de comunicação, o tempo em que não havia a disponibilidade de um telefone e não existia a internet, um tempo sem a rapidez de uma ligação ou de um e-mail ou então de uma simples mensagem de texto ou postagem no facebook, um tempo em que os homens se tornavam “pombos-correios”, usados como meio de comunicação entre as elites provincianas e seus “padrinhos”.

Era o tempo em que as pessoas de Carnaubais moravam na várzea. O tempo em que Carnaubais ainda não era Carnaubais, mas Poço da Lavagem, um povoado que pertencia a Assu. Era o tempo em que João Batista de Araújo, conhecido como João de Rita era o mensageiro das elites do povoado. O tempo em que ele a pé ou no lombo de algum animal emprestado “diariamente se deslocava do antigo Poço da Lavagem para transmitir aos coronéis do Assu os pedidos de mercadoria ou de apadrinhamento que necessitavam aqui na província – Abel Fonseca, Eloi Lacerda, Totonho Benevides, Zé Cabral e outros que gozavam da amizade do Major Minervino Wanderley, Montenegro da Picada e Manoelzinho Montenegro”.*

Sim, era um outro tempo. O tempo em que os despertadores das pessoas eram o cantar do galo, o escurecer era o chamado para todos se recolherem e um ano parecia até dois. O tempo em que tudo andava mais devagar, com mais paciência, o tempo em que as pessoas tinham mais tempo, o tempo em que as pessoas eram mais tranquilas, os trabalhos e todas as atividades cotidianas não tinham tanta pressa para acontecer, mas até pareciam que estavam acompanhando os ciclos da natureza, que se moviam calmamente, esperando sempre a época certa e o tempo determinado.

* LACERDA, Aluizio.Histórias daqui mesmo. Carnaubais 1992.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

AUGUSTO (DIVINO)

De um sistema republicano, Roma passou a ser governada por um imperador vitalício em 27 a.C. e que em 395 d.C. dividiu o império com outro imperador que governaria a partir de Bizâncio (que depois passou a ser chamada de Constantinopla e hoje em dia é conhecida como Istambul). O Império Romano do Ocidente caiu em 476 d.C. diante das invasões dos povos bárbaros e o Império Romanos do Oriente terminou em 1453 d.C. com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos. Foi nessa fase política que Roma tornou-se mais comercial do que agrária, acumulou o máximo de seu poder e conquistou a maior parte de suas terras. Os povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império.

Seu primeiro imperador foi Otávio Augusto. Caio Júlio César Octaviano nasceu em 23 de setembro de 63 a.C. Em 15 de Março de 44 a.C. quando Júlio César foi assassinado por um grupo de senadores, Otávio estava na Ilíria, servindo no exército, mas ao retornar para a Itália e uma vez informado que era o herdeiro adotivo de César começou então sua busca pelo poder. Nessa época, adotou a efigie de Filho de Deus (Divi filius, em latim), pois ele queria que o pai adotivo fosse considerado como um deus e ele mesmo como uma figura divina. Depois de vários conflitos que levaram a morte dos seus inimigos e rivais, Otávio entrou em Roma em 29 a.C. como senhor único e depois disso, em 27 a.C. recebeu com o título de Augusto (divino) os poderes repartidos até então entre os magistrados. Assim, de 16 de Janeiro de 27 a.C. até 19 de agosto de 14 d.C., quando morreu, Otávio Augusto governou Roma como o seu primeiro imperador, exigindo que os seus súditos o adorassem como um deus.

Foi na época do governo do primeiro imperador de Roma, aquele que havia reivindicado para si o título de Divi Filius (Filho de Deus) e depois de Augusto (Divino), que nasceu Jesus Cristo, na cidade de Belém, na região da Judéia, que estava sob o domínio romano desde 63 a.C (ano em que Otávio nasceu).

O evangelista Lucas nos traz uma informação histórica que nos permite localizar o nascimento de Jesus no tempo, fixando esse acontecimento justamente durante o governo de Otávio Augusto, conforme trecho do seu evangelho a seguir:

“E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria). E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” (Lucas 2:1-7).

Já o evangelista Marcos, que também viveu durante o período do Imperador Otávio e possivelmente soube que esse imperador reivindicava para si o título de Filho de Deus e de Augusto (Divino) fez a seguinte declaração a respeito de Jesus no início do seu evangelho:

Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus; (Marcos 1:1).

Percebe-se então com isso, que no mesmo período em que Otávio Augusto e seus sucessores difundiram a ideia de que o imperador romano era um deus (Augusto) e que o povo deveria adorá-lo, Jesus e posteriormente as igrejas cristãs nascentes estavam divulgando o evangelho, no qual, um dos seus principais ensinos era de que Cristo era o Filho de Deus que foi enviado como salvador da humanidade.

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (João 3:17).









quarta-feira, 22 de maio de 2013

NOMES DA TERRA



A história de Carnaubais tem algumas semelhanças com a história do Brasil, dentre as quais os nomes, pois assim como o Brasil teve vários nomes, Carnaubais também teve.

Um dos primeiros nomes do Brasil foi Pindorama que em tupi-guarani significa “Terra das Palmeiras”. Mas esse nome era chamado apenas por algumas tribos.

Com a chegada dos portugueses que eram católicos romanos, o Brasil ganhou dois nomes, um sucedendo o outro, que tinham referência religiosa: Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz.

Finalmente nossa nação recebeu o nome de Brasil devido a grande presença de pau-brasil em nossas terras.

De forma semelhante aconteceu com Carnaubais. Seu primeiro nome foi Poço da Lavagem devido a um poço d’água que se formou depois de uma cheia e que os tropeiros que transportavam cargas de Assu para Macau e vice-versa usavam para banhar seus animais. Esse primeiro nome não teve semelhança com o primeiro nome do nosso país.

Mas a partir do segundo as semelhanças apareceram. Depois de Poço da Lavagem nossa cidade recebeu nomes com referência religiosa: Santa Luzia e Vila de Santa Luzia devido a uma promessa feita por um influente e devoto morador chamado Abel Alberto da Fonseca, que segundo se conta, teve o seu carnaubal miraculosamente salvo de um incêndio.

Finalmente, nossa terra recebeu um nome com referência a vegetação nativa: Vila dos Carnaubais e Carnaubais devido ao grande número de carnaubeiras que existe na várzea de nossa cidade.

A diferença entre nossa cidade e nosso país é que ainda hoje existem várias carnaubeiras na várzea de Carnaubais de modo que os pais ainda podem mostrar aos seus filhos qual vegetação deu nome a nossa cidade, enquanto que no caso do Brasil, existem poucos paus-brasis, de modo que nem todos os pais conhecem a planta que deu nome a nossa nação ao ponto de poderem mostrar aos seus filhos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

SOBRE O SURGIMENTO DO PAPADO


O antigo Império Romano agora era cristão. O cristianismo tinha alcançado sua liberdade de culto em 313 d.C., mas em 390 d.C. um passo mais ousado foi dado, o cristianismo se tornou a religião oficial do império.  Essa religião que deixou de ser perseguida e passou a ser dominante tinha os seus líderes que ensinavam e cuidavam de seus membros, eram os bispos. No início era tudo muito simples, os bispos eram a princípio somente pastores de uma igreja local. Mas aos poucos as coisas foram mudando, pois esses líderes foram ganhando importância e poder e passaram a ser governantes de uma diocese. Esses homens deixaram de ser dirigentes de uma igreja local e passaram a serem considerados a própria igreja, sim, pois, a igreja agora era vista como o bispo e aqueles em comunhão com ele. Mas essa crescente não parou por aqui, pois os bispos das capitais das províncias romanas tornaram-se ainda mais importantes, sendo chamados de bispos metropolitanos. Destes, cinco cresceram ainda sobre os demais e eram considerados patriarcas: era o bispo de Roma, o de Constantinopla, o de Alexandria, o de Antioquia e o de Jerusalém. E entre esses cinco ainda tinha dois que se levantava a cima dos demais: o de Roma e o de Constantinopla. Mas essa igualdade entre os dois não duraria muito tempo, pois aos poucos o bispo de Roma foi sendo considerado ainda maior do que todos, pois este era o bispo da antiga capital do império, e todos já tinham o costume de apelar para ele em disputas eclesiásticas. Além disso, no século V, todos passaram a aceitar a pretensão petrina, aquela velha história que agora virou doutrina de que Jesus deu a Pedro autoridade sobre os demais apóstolos, e que Pedro foi o primeiro bispo de Roma, legando seu primado aos seus sucessores naquela igreja, de modo que eles tinham o direito divino da autoridade, de primazia sobre os demais bispos. Pronto, só sobrou o bispo de Roma. Mas era preciso agora de um nome que o destacasse dos demais. Então, vamos lá, chamá-lo-emos de Papa, que significa Pai. Tudo bem, mesmo que esse título já fosse usado por qualquer bispo, mas agora, com o crescimento do bispo de Roma sobre os demais, esse título deveria ser reservado só para ele. Então, senhoras e senhores, vos apresentamos o líder maior e universal da Igreja Católica Apostólica Romana: com vocês o bispo de Roma, como vocês o Papa.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

OS MAIAS E O "FIM DO MUNDO".


“Os maias contavam o tempo de existência do mundo a partir do ano 3114 a. C. no calendário cristão, sendo que um ciclo total se encerraria 5126 anos depois da era inicial. A diferença dá exatamente 2012! O fato é que os maias não falaram nada do que viria depois, isto porque já o sabiam: tudo se repetiria”.
O fim de qual mundo? – www.ultimato.com.br

Os maias acreditavam que os deuses tinham criado a Terra junto com os animais. Então criaram também os seres humanos de lama, mas estes eram muito frágeis e se desfaziam. Assim, houve um dilúvio que varreu a primeira humanidade. Depois desses acontecimentos, as divindades criaram os humanos a partir da madeira, mas estes não tinham alma, houve um segundo dilúvio pondo um fim à segunda humanidade. Dessa vez, os deuses criaram o homem a partir do milho, oferecendo-lhe a consciência de si mesmo. O sangue desses homens foi obtido pelo sangue dos próprios deuses. Por isso, para merecerem a dádiva de sua própria existência e agradecer pelo sangue dos deuses, os homens deveriam reverenciá-los e lhes fazer sacrifícios de sangue.

Um escravo, um prisioneiro de guerra ou uma virgem eram oferecidos em sacrifício. O sacerdote arrancava o coração da vítima ainda com vida e o erguia ensanguentado em direção ao sol. Esse ritual iria agradar os deuses que lhes deram seu próprio sangue.

Os sacrifícios também tinham outra importância, que estava relacionada com o modo como os maias entendiam o tempo. Para eles o tempo era como um ciclo. De tempos em tempos acabava-se uma era e recomeça-se outra e o que iria garantir a continuidade desse ciclo eram os sacrifícios de sangue.

Por tanto, para os maias não existiria um “fim do mundo”, mas o término de uma era e o recomeço, no qual os acontecimentos voltam a se repetir. Para eles, só existiria um “fim do mundo”, se eles negligenciassem os sacrifícios.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

OLAVO LACERDA MONTENEGRO


A emancipação

Eram as eleições municipais de 1963. Carnaubais pertencia a Assu. O deputado estadual Olavo Lacerda Montenegro apoiava Walter de Sá Leitão que disputou o poder executivo assuense com Maria Olímpia Neves de Oliveira. Ao abrir as urnas o resultado não agradou o deputado Olavo que viu Maria Olímpia vencer a disputa. Inconformado com a derrota, Olavo Lacerda usou o prestígio que tinha junto ao governador da época Aluízio Alves e encaminhou um projeto de Lei à Assembléia Legislativa a fim de emancipar Carnaubais de Assu. O projeto foi aprovado no dia 18 de setembro de 1963, marcando uma nova etapa na história carnaubaense, além de prejudicar a administração da prefeita Maria Olímpia que teria que administrar sem a arrecadação pela extração do sal feita pela firma Matarazzo nas salinas de Logradouro que a partir da emancipação pertenceria ao novo município. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

OLAVO LACERDA MONTENEGRO: O EMANCIPADOR


Olavo Lacerda Montenegro (1921-1999), nasceu na cidade de Açu (RN). Seu pai Manoel Pessoa Montenegro natural de Macau, litoral potiguar, chamado Manoel Pessoa Montenegro (Manezinho) foi prefeito do Açu durante 13 anos consecutivos nomeado por Getúlio Vargas. Sua mãe Maria Lacerda Montenegro era também açuense, por sinal, nome de uma das principais avenidas de Nova Parnamirim, região metropolitana do Natal (avenida Maria Lacerda). Olavo ainda jovem deixou o Açu para fixar morada na capital natalense onde casou-se com Neide Galliza Montenegro. Exereceu o mandato de deputado estadual em cinco legislaturas consecutivas: 1958, 1962, 1966, 1970 e 1974. Deputado combativo (ele foi um dos responsáveis pela formação da Cruzada da Esperança que levou Aluízio Alves ao Governo do Rio Grande do Norte, em 1960), defendia os interesses especialmente do Vale do Açu, importante região da terra potiguar. Na qualidade de deputado foi o autor da lei que elevou e deu foros de cidade os municípios de  Alto do Rodrigues, Carnaubais e Pureza. Foi também sócio fundador da ANORC - Associação Norte-Riograndense de Criadores chegando a ser presidente daquela instituição, contribuindo consequentemente para a agropecuária do seu estado, bem como um dos sócios fundadores da Rádio Princesa do Vale, de sua terra natal. Deixou, além da sua esposa, cinco filhos, netos e bisnetos.

Fonte: blogdofernandocaldas.blogspot.com.br

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ABEL ALBERTO DA FONSECA

O empreendedor
Abel Alberto da Fonseca nasceu em 25 de Março de 1887 na comunidade assuense de Panon. Em 1910, mudou-se para o povoado de Poço da lavagem, onde se dedicou a atividades comerciais. Neste mesmo ano também aconteceu o seu casamento com a Sr.ª Júlia Câmara, que era natural de Ceará-Mirim. O casal teve apenas um filho. Júlia adoeceu e faleceu prematuramente, então Abel casou-se com a Sr.ª Iracema Borja da Fonsêca com quem viveu até o fim de seus dias e tiveram uma filha. Abel ainda teve um caso extraconjugal com a jovem França Fernandes e com ela gerou quatro filhos.
Abel Alberto teve uma participação social, política e econômica intensa em Poço da Lavagem, pois neste lugar ele construiu o que veio a ser o seu famoso sobrado, obra que marcou a arquitetura local da época que era acostumada com as modéstias casas de taipas. Em 1913 ele organizou a feira livre aos domingos pela manhã. Em 1914 instalou uma indústria para descaroçar algodão. Devoto de Santa Luzia e segundo alguns mais velhos, devido a uma promessa, consegue mudar o nome do povoado de Poço da Lavagem para Santa Luzia, tornando-a padroeira daquele local, organizando as festividades alusivas à santa e liderando o movimento para a construção da Igreja de Santa Luzia em 1913.

Em 1926, montou um engenho para fabricar rapadura, além de possuir uma usina de fazer cera de carnaúba. Em 1928 contratou a primeira professora do povoado, a Sr.ª Francisca Borja e em 1929 lutou e conseguiu a instalação de um telefone público, o primeiro do povoado, que teve como sua primeira telefonista a Sr.ª Iracema Borjes da Fonsêca.

Em 1951, Abel foi morar na cidade de Assu e oito anos depois, em 17 de Abril de 1959, ele morreu naquela mesma cidade, deixando um legado muito grande de trabalho e melhorias na vida dos moradores de Santa Luzia (Carnaubais). 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

FRANCISCO PEREIRA DE ALBUQUERQUE

Carnaubais na História


Bandeira da Confederação do Equador à esquerda e bandeira de Carnaubais à direita

A Confederação do Equador foi um movimento emancipatório que reagiu contra o absolutismo e centralização política do governo de D. Pedro I (1822 - 1831) demonstrada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país, e pretendia formar uma república independente. A revolução aconteceu no Nordeste do Brasil em 1824, tendo como fonte o estado de Pernambuco e a adesão posterior do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Piauí.


O governo imperial reagiu de forma violenta, montando uma resistência com tropas mercenárias. Prenderam os principais líderes e condenaram nove deles à morte. Figura central do movimento, Frei Caneca, foi morto a tiros em 1825, depois do carrasco ter recusado executá-lo na forca.

Alguns participantes do movimento, após a derrota, temendo a punição do governo fugiram para outros estados. Um desses fugitivos chamava-se Francisco Pereira de Albuquerque que em 1825, trouxe consigo sua família e outras pessoas e se refugiou nas terras onde hoje se encontra a cidade histórica de Carnaubais, dedicando-se a agricultura e pecuária. Em 1847 ele construiu a primeira casa de alvenaria daquela localidade e é apontado por alguns carnaubenses mais antigos como o primeiro habitante branco dessa cidade.  

sexta-feira, 1 de junho de 2012

OS FUNDADORES

Carnaubais na História

Olavo Lacerda Montenegro na foto à esquerda e Valdemar Campielo Maresco no centro da foto à direita

Neste mês, este blog tem como objetivo falar de alguns personagens que contribuíram bastante para a fundação (falo no sentido mais amplo da palavra) de Carnaubais. Quatro figuras estarão presentes: Francisco Pereira de Albuquerque, o primeiro branco; Abel Alberto da Fonseca, o empreendedor; Olavo Lacerda Montenegro, o emancipador e Valdemar Campielo Maresco, o prefeito na hora das mudanças.

Seção "Os Fundadores", vamos acompanhar!  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DOS MISSIONÁRIOS

A Escola Brasileira

Fred e Virginia McClanahan não contribuíram com Carnaubais apenas na esfera religiosa, mas também na esfera social, mais especificamente no setor educacional.

Certificado de conclusão do ensino primário do ano de 1969 da aluna da Escola Brasileira Maria Edileuza Cabral.


Os missionários fundaram um grupo escolar chamado de "A Escola Brasileira" que oferecia ensino primário (do infantil a 4ª série na época) as crianças carnaubaenses. Não sabemos a data da fundação da escola. A cima, para ilustrar, temos o certificado de conclusão do ensino primário da aluna Maria Edileuza Cabral, que estudou na escola de Seu Fred e hoje trabalha como professora do Complexo Educacional Luiza Cavalcante - CELC em Carnaubais. 

Seu Fred e Dona Virginia tentaram estender o grau de ensino a fim de que a escola pudesse proporcionar o nível ginásio (de 5ª a 8ª série na época). Eles ainda conseguiram oferecer a 5ª e a 6ª série, mas por falta de apoio o ensino ginásio não expandiu até as últimas séries nem durou muito.

A Escola Brasileira também dava oportunidade aos seus alunos concluintes de continuarem seus estudos no Colégio Bereiano, uma escola batista, em Natal. Algumas pessoa de Carnaubais seguiram essa proposta.

Depois da partida da família McClanahan A Escola Brasileira não continuou as suas atividades, mas deixou sua contribuição na formação educacional de muitas crianças na época.  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O SERVIÇO DOS MISSIONÁRIOS

Surgimento da primeira igreja evangélica em Carnaubais

Por volta do ano de 1959 chegaram a cidade de Carnaubais o casal de missionários americanos Fred e Virginia McClanahan. Eles foram enviados pela Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial, uma organização missionária que desde 1939 tinha começado um trabalho na área peruana do rio Amazonas e naquele momento estavam voltados para o nordeste do Brasil. Coube para o serviço do casal McClanahan as terras da cidade de Carnaubais que na época da chegada deles ainda era uma vila pertencente a cidade de Assu, vindo a emancipar-se e tornar-se uma nova cidade quatro anos depois, em 1963.

Panfleto trazido pelos missionários explicando a missão deles. Note que a inscrição do panfleto encontra-se na língua dos missionários, o inglês.


Em Carnaubais já existiam pessoas convertidas ao evangelicalismo, mas não havia nenhuma denominação implantada, os convertidos congregavam em cidades vizinhas. Mas a partir do trabalho dos missionários, foi implantada a primeira denominação evangélica de Carnaubais, a Igreja Batista Regular. A partir daquele momento, de forma inédita, a nova cidade possuía duas representações religiosas, a Igreja Católica, que já existia e a Igreja Batista Regular (evangélica). Logo, pessoas foram se convertendo, aumentado o número de evangélicos da cidade e alguns deles passaram a auxiliar o ministério de Fred e Virginia. No início a Igreja Batista não possuía templo, sendo o culto e os demais serviços realizados sob tendas de lona nas proximidades da comunidade de Timbaúba. Estas tendas lembravam em sua forma o tabernáculo do Antigo Testamento. Depois de algum tempo, com a ajuda dos membros, foi edificado o primeiro templo evangélico de Carnaubais, localizado no antigo centro deste município que na época encontrava-se na várzea (hoje o centro urbano localiza-se no tabuleiro), próximo ao sobrado de Abel Alberto da Fonseca. 

Seu Fred e Dona Virginia como eram mais conhecidos pelos populares, permaneceram por mais de uma década em Carnaubais a frente dos serviços da Igreja Batista. Porém, a contribuição deles não se resumiu ao âmbito religioso e este blog falará mais disso nas próximas postagens.

Acompanhem.

sexta-feira, 23 de março de 2012

BIOGRAFIA DE UM MISSIONÁRIO

Fred McClanahan Jr.
No dia 27 de Junho de 1923, na cidade de Faulkner, uma cidade do condado de Cherokee, no estado americano do Kansas, nasceu Fred McClanahan Jr., filho do casal Fred McClanahan e Lora Jane Barrows McClanahan.

Fred Jr participou do Faulkner Elementary School (escola primária) e do Cherokee Comunity Hight School (escola secundária). Graduou-se em Bíblia no Rockmont Bible College, na cidade de Denver, no estado do Colorado, e fez um trabalho de seminário no Tennesse Temple, na cidade de Chattanooga, no estado do Tennesse.

Em Maio de 1956, Fred casou-se com Virginia LeSuer. Eles passaram 32 anos casados, pois Virginia veio a falecer em 1988, vítima de câncer nos ossos. Depois disso, em 29 de Abril de 1989, Fred McClanahan casou-se com Janet Roudybush. Ao que parece, Fred não teve filhos, nem com Virginia e nem com Janet.

Fred McClanahan foi pastor da Zion Hill Community Church (Igreja da Comunidade de Monte Sião) na cidade de Altamont, Kansas, e da First Baptist Church (Primeira Igreja Batista) na cidade de Idaho Springs, Colorado. Ele também serviu como missionário da Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial, atuando 25 anos no Nordeste brasileiro. Neste trabalho missionário, ele desempenhou um importante serviço em Carnaubais, uma pequena cidade do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, pois além de implantar e fundar a primeira igreja evangélica daquele lugar, a Igreja Batista Regular, fundou também, juntamente com sua esposa Virginia, uma escola de ensino primário e secundário, A Escola Brasileira. Por causa dessa ampla contribuição ele foi declarado cidadão honorário de Carnaubais.


Fred morreu aos 78 anos de idade, numa sexta-feira, dia 22 de Junho de 2001 no Topeka Hospice, na cidade de Topeka, uma cidade no condado de Shawnee, Kansas, e foi sepultado no cemitério Elm Grove, na cidade de Edna, uma cidade no condado de Labette, Kansas.


Posteriormente, postaremos de forma mais detalhada o trabalho de Fred e Virginia em Carnaubais.



segunda-feira, 19 de março de 2012

NASCEU UMA NOVA MISSÃO

Dr. Rafael Thomas 


Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial (ABWE)

No ano de 1927 retornou das Filipinas para os Estados Unidos o médico e missionário Dr. Raphael C. Thomas (foto ao lado). Após 23 anos de serviço neste país asiático, usando a medicina como um instrumento para o evangelismo, Dr. Raphael Thomas foi obrigado pelo seu conselho de missões a limitar a sua atuação ao serviço médico. Ele recusou-se a abandonar o seu trabalho evangelístico e apresentou sua renúncia. Juntamente com ele, várias pessoas que atuavam em sintonia com o seu trabalho também apresentaram suas abdicações. De volta a América, Dr. Thomas se reuniu em Watch Hill, Rhode Island, com um grupo de associados a fim de pensarem sobre o que fazer. O resultado foi a criação de uma nova missão batista, a Associação dos Batistas para o Evangelismo do Oriente (ABEO).


Nos primeiros sete anos de missão houve pouco crescimento, havendo menos de vinte missionários da ABEO espalhados em três áreas das Filipinas.

Em 1939, a Associação começou um novo trabalho na área peruana do rio Amazonas e por causa disso, mudou seu nome para Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial (ABWE), nome que conserva até os dias de hoje. A ABWE expandiu sua área de atuação, aumentado o número de campos missionários, apesar das dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial.

Esta Associação existe e está atuante até hoje. Podemos saber mais sobre ela consultando o site: www.abwe.org.

Neste blog, pretendemos mostrar qual a relação da ABWE com a cidade de Carnaubais. Acompanhem.

Fonte: www.abwe.org.     

segunda-feira, 5 de março de 2012

FENÍCIOS: POVO DO MAR



A antiga Fenícia era uma estreita faixa de terra, localizada entre o mar Mediterrâneo e uma cadeia de montanhas, que dispunha de poucas áreas de solo fértil.

Devido à escassez de solos os fenícios desde cedo se voltaram para o mar, tornando-se grandes navegantes e excelentes comerciantes.

Graças ao comércio, as cidades fenícias prosperaram e enriqueceram. As principais cidades fenícias eram Biblos, Sídon e Tiro. Havia também diversas colônias fundadas pelos fenícios, algumas das quais cresceram e se tornaram cidades importantes, como Cartago, Gades e Sargunto.

A região da antiga Fenícia é ocupada atualmente pelo Líbano.


Fonte: Vontade de saber História, 6º ano    

sexta-feira, 2 de março de 2012

OS FENÍCIOS AJUDARAM A CONSTRUIR O TEMPLO DE SALOMÃO

Eis abaixo trechos do livro bíblico de 1 Reis que mostram os fenícios fornecendo aos israelitas material para a construção do Templo de Salomão. Estes versículos demostram o caráter de grandes navegantes e excelentes comerciantes que o povo fenício possuía.  

Disse Salomão a Hirão, rei de Tiro e Sidon (cidades fenícias): "Dá ordem, pois, agora, que do Líbano me cortem cedros, e os meus servos estarão com os teus servos, e eu te darei o salário dos teus servos, conforme a tudo o que disseres; porque bem sabes tu que entre nós ninguém há que saiba cortar a madeira como os sidônios".

E enviou Hirão a Salomão, dizendo: "Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste. Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares, e ali as desamarrarei; e tu as tomarás; tu também farás a minha vontade, dando sustento à minha casa".

Assim deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda a sua vontade.

E Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; isto dava Salomão a Hirão anualmente.

E SUCEDEU que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR.

Fonte: Trechos do livro bíblico de 1 Reis: 1 Rs 5.6, 8 - 11; 6.1.

quinta-feira, 1 de março de 2012

FENÍCIOS: GRANDES NAVEGADORES E COMERCIANTES DA ANTIGUIDADE


Os fenícios eram conhecidos pelos povos da Antiguidade como grandes navegadores e excelentes comerciantes.

As embarcações fenícias possuíam velas e remos que eram movidos por escravos. As que eram de caráter comercial tinham um casco largo e arredondado, com maior espaço para o transporte das mercadorias. Já as que eram de caráter bélico eram menores e mais velozes. Eram responsáveis pela patrulha da rota comercial e das embarcações comerciais. Possuíam um esporão agudo na proa para perfurar cascos das embarcações inimigas.

Nos portos mais importantes, os fenícios construíam faróis, onde eram acessas grandes fogueiras para orientar as embarcações que navegavam à noite.

Os fenícios comercializavam mercadorias muito valorizadas pelos povos antigos, como azeite de oliva, papiro, jóias e tecidos tingidos de vermelho. Mas um dos produtos mais comercializado pelos eles era o Cedro-do-Líbano, uma mercadoria muito valiosa, pois sua madeira de alta qualidade podia ser usada em várias tipos de construção.

Fonte: Vontade de Saber História, 6º ano.