segunda-feira, 25 de junho de 2012

FRANCISCO PEREIRA DE ALBUQUERQUE

Carnaubais na História


Bandeira da Confederação do Equador à esquerda e bandeira de Carnaubais à direita

A Confederação do Equador foi um movimento emancipatório que reagiu contra o absolutismo e centralização política do governo de D. Pedro I (1822 - 1831) demonstrada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país, e pretendia formar uma república independente. A revolução aconteceu no Nordeste do Brasil em 1824, tendo como fonte o estado de Pernambuco e a adesão posterior do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Piauí.


O governo imperial reagiu de forma violenta, montando uma resistência com tropas mercenárias. Prenderam os principais líderes e condenaram nove deles à morte. Figura central do movimento, Frei Caneca, foi morto a tiros em 1825, depois do carrasco ter recusado executá-lo na forca.

Alguns participantes do movimento, após a derrota, temendo a punição do governo fugiram para outros estados. Um desses fugitivos chamava-se Francisco Pereira de Albuquerque que em 1825, trouxe consigo sua família e outras pessoas e se refugiou nas terras onde hoje se encontra a cidade histórica de Carnaubais, dedicando-se a agricultura e pecuária. Em 1847 ele construiu a primeira casa de alvenaria daquela localidade e é apontado por alguns carnaubenses mais antigos como o primeiro habitante branco dessa cidade.  

sexta-feira, 1 de junho de 2012

OS FUNDADORES

Carnaubais na História

Olavo Lacerda Montenegro na foto à esquerda e Valdemar Campielo Maresco no centro da foto à direita

Neste mês, este blog tem como objetivo falar de alguns personagens que contribuíram bastante para a fundação (falo no sentido mais amplo da palavra) de Carnaubais. Quatro figuras estarão presentes: Francisco Pereira de Albuquerque, o primeiro branco; Abel Alberto da Fonseca, o empreendedor; Olavo Lacerda Montenegro, o emancipador e Valdemar Campielo Maresco, o prefeito na hora das mudanças.

Seção "Os Fundadores", vamos acompanhar!  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DOS MISSIONÁRIOS

A Escola Brasileira

Fred e Virginia McClanahan não contribuíram com Carnaubais apenas na esfera religiosa, mas também na esfera social, mais especificamente no setor educacional.

Certificado de conclusão do ensino primário do ano de 1969 da aluna da Escola Brasileira Maria Edileuza Cabral.


Os missionários fundaram um grupo escolar chamado de "A Escola Brasileira" que oferecia ensino primário (do infantil a 4ª série na época) as crianças carnaubaenses. Não sabemos a data da fundação da escola. A cima, para ilustrar, temos o certificado de conclusão do ensino primário da aluna Maria Edileuza Cabral, que estudou na escola de Seu Fred e hoje trabalha como professora do Complexo Educacional Luiza Cavalcante - CELC em Carnaubais. 

Seu Fred e Dona Virginia tentaram estender o grau de ensino a fim de que a escola pudesse proporcionar o nível ginásio (de 5ª a 8ª série na época). Eles ainda conseguiram oferecer a 5ª e a 6ª série, mas por falta de apoio o ensino ginásio não expandiu até as últimas séries nem durou muito.

A Escola Brasileira também dava oportunidade aos seus alunos concluintes de continuarem seus estudos no Colégio Bereiano, uma escola batista, em Natal. Algumas pessoa de Carnaubais seguiram essa proposta.

Depois da partida da família McClanahan A Escola Brasileira não continuou as suas atividades, mas deixou sua contribuição na formação educacional de muitas crianças na época.  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O SERVIÇO DOS MISSIONÁRIOS

Surgimento da primeira igreja evangélica em Carnaubais

Por volta do ano de 1959 chegaram a cidade de Carnaubais o casal de missionários americanos Fred e Virginia McClanahan. Eles foram enviados pela Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial, uma organização missionária que desde 1939 tinha começado um trabalho na área peruana do rio Amazonas e naquele momento estavam voltados para o nordeste do Brasil. Coube para o serviço do casal McClanahan as terras da cidade de Carnaubais que na época da chegada deles ainda era uma vila pertencente a cidade de Assu, vindo a emancipar-se e tornar-se uma nova cidade quatro anos depois, em 1963.

Panfleto trazido pelos missionários explicando a missão deles. Note que a inscrição do panfleto encontra-se na língua dos missionários, o inglês.


Em Carnaubais já existiam pessoas convertidas ao evangelicalismo, mas não havia nenhuma denominação implantada, os convertidos congregavam em cidades vizinhas. Mas a partir do trabalho dos missionários, foi implantada a primeira denominação evangélica de Carnaubais, a Igreja Batista Regular. A partir daquele momento, de forma inédita, a nova cidade possuía duas representações religiosas, a Igreja Católica, que já existia e a Igreja Batista Regular (evangélica). Logo, pessoas foram se convertendo, aumentado o número de evangélicos da cidade e alguns deles passaram a auxiliar o ministério de Fred e Virginia. No início a Igreja Batista não possuía templo, sendo o culto e os demais serviços realizados sob tendas de lona nas proximidades da comunidade de Timbaúba. Estas tendas lembravam em sua forma o tabernáculo do Antigo Testamento. Depois de algum tempo, com a ajuda dos membros, foi edificado o primeiro templo evangélico de Carnaubais, localizado no antigo centro deste município que na época encontrava-se na várzea (hoje o centro urbano localiza-se no tabuleiro), próximo ao sobrado de Abel Alberto da Fonseca. 

Seu Fred e Dona Virginia como eram mais conhecidos pelos populares, permaneceram por mais de uma década em Carnaubais a frente dos serviços da Igreja Batista. Porém, a contribuição deles não se resumiu ao âmbito religioso e este blog falará mais disso nas próximas postagens.

Acompanhem.

sexta-feira, 23 de março de 2012

BIOGRAFIA DE UM MISSIONÁRIO

Fred McClanahan Jr.
No dia 27 de Junho de 1923, na cidade de Faulkner, uma cidade do condado de Cherokee, no estado americano do Kansas, nasceu Fred McClanahan Jr., filho do casal Fred McClanahan e Lora Jane Barrows McClanahan.

Fred Jr participou do Faulkner Elementary School (escola primária) e do Cherokee Comunity Hight School (escola secundária). Graduou-se em Bíblia no Rockmont Bible College, na cidade de Denver, no estado do Colorado, e fez um trabalho de seminário no Tennesse Temple, na cidade de Chattanooga, no estado do Tennesse.

Em Maio de 1956, Fred casou-se com Virginia LeSuer. Eles passaram 32 anos casados, pois Virginia veio a falecer em 1988, vítima de câncer nos ossos. Depois disso, em 29 de Abril de 1989, Fred McClanahan casou-se com Janet Roudybush. Ao que parece, Fred não teve filhos, nem com Virginia e nem com Janet.

Fred McClanahan foi pastor da Zion Hill Community Church (Igreja da Comunidade de Monte Sião) na cidade de Altamont, Kansas, e da First Baptist Church (Primeira Igreja Batista) na cidade de Idaho Springs, Colorado. Ele também serviu como missionário da Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial, atuando 25 anos no Nordeste brasileiro. Neste trabalho missionário, ele desempenhou um importante serviço em Carnaubais, uma pequena cidade do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, pois além de implantar e fundar a primeira igreja evangélica daquele lugar, a Igreja Batista Regular, fundou também, juntamente com sua esposa Virginia, uma escola de ensino primário e secundário, A Escola Brasileira. Por causa dessa ampla contribuição ele foi declarado cidadão honorário de Carnaubais.


Fred morreu aos 78 anos de idade, numa sexta-feira, dia 22 de Junho de 2001 no Topeka Hospice, na cidade de Topeka, uma cidade no condado de Shawnee, Kansas, e foi sepultado no cemitério Elm Grove, na cidade de Edna, uma cidade no condado de Labette, Kansas.


Posteriormente, postaremos de forma mais detalhada o trabalho de Fred e Virginia em Carnaubais.



segunda-feira, 19 de março de 2012

NASCEU UMA NOVA MISSÃO

Dr. Rafael Thomas 


Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial (ABWE)

No ano de 1927 retornou das Filipinas para os Estados Unidos o médico e missionário Dr. Raphael C. Thomas (foto ao lado). Após 23 anos de serviço neste país asiático, usando a medicina como um instrumento para o evangelismo, Dr. Raphael Thomas foi obrigado pelo seu conselho de missões a limitar a sua atuação ao serviço médico. Ele recusou-se a abandonar o seu trabalho evangelístico e apresentou sua renúncia. Juntamente com ele, várias pessoas que atuavam em sintonia com o seu trabalho também apresentaram suas abdicações. De volta a América, Dr. Thomas se reuniu em Watch Hill, Rhode Island, com um grupo de associados a fim de pensarem sobre o que fazer. O resultado foi a criação de uma nova missão batista, a Associação dos Batistas para o Evangelismo do Oriente (ABEO).


Nos primeiros sete anos de missão houve pouco crescimento, havendo menos de vinte missionários da ABEO espalhados em três áreas das Filipinas.

Em 1939, a Associação começou um novo trabalho na área peruana do rio Amazonas e por causa disso, mudou seu nome para Associação dos Batistas para o Evangelismo Mundial (ABWE), nome que conserva até os dias de hoje. A ABWE expandiu sua área de atuação, aumentado o número de campos missionários, apesar das dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial.

Esta Associação existe e está atuante até hoje. Podemos saber mais sobre ela consultando o site: www.abwe.org.

Neste blog, pretendemos mostrar qual a relação da ABWE com a cidade de Carnaubais. Acompanhem.

Fonte: www.abwe.org.     

segunda-feira, 5 de março de 2012

FENÍCIOS: POVO DO MAR



A antiga Fenícia era uma estreita faixa de terra, localizada entre o mar Mediterrâneo e uma cadeia de montanhas, que dispunha de poucas áreas de solo fértil.

Devido à escassez de solos os fenícios desde cedo se voltaram para o mar, tornando-se grandes navegantes e excelentes comerciantes.

Graças ao comércio, as cidades fenícias prosperaram e enriqueceram. As principais cidades fenícias eram Biblos, Sídon e Tiro. Havia também diversas colônias fundadas pelos fenícios, algumas das quais cresceram e se tornaram cidades importantes, como Cartago, Gades e Sargunto.

A região da antiga Fenícia é ocupada atualmente pelo Líbano.


Fonte: Vontade de saber História, 6º ano