segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

SOBRE O SURGIMENTO DO PAPADO


O antigo Império Romano agora era cristão. O cristianismo tinha alcançado sua liberdade de culto em 313 d.C., mas em 390 d.C. um passo mais ousado foi dado, o cristianismo se tornou a religião oficial do império.  Essa religião que deixou de ser perseguida e passou a ser dominante tinha os seus líderes que ensinavam e cuidavam de seus membros, eram os bispos. No início era tudo muito simples, os bispos eram a princípio somente pastores de uma igreja local. Mas aos poucos as coisas foram mudando, pois esses líderes foram ganhando importância e poder e passaram a ser governantes de uma diocese. Esses homens deixaram de ser dirigentes de uma igreja local e passaram a serem considerados a própria igreja, sim, pois, a igreja agora era vista como o bispo e aqueles em comunhão com ele. Mas essa crescente não parou por aqui, pois os bispos das capitais das províncias romanas tornaram-se ainda mais importantes, sendo chamados de bispos metropolitanos. Destes, cinco cresceram ainda sobre os demais e eram considerados patriarcas: era o bispo de Roma, o de Constantinopla, o de Alexandria, o de Antioquia e o de Jerusalém. E entre esses cinco ainda tinha dois que se levantava a cima dos demais: o de Roma e o de Constantinopla. Mas essa igualdade entre os dois não duraria muito tempo, pois aos poucos o bispo de Roma foi sendo considerado ainda maior do que todos, pois este era o bispo da antiga capital do império, e todos já tinham o costume de apelar para ele em disputas eclesiásticas. Além disso, no século V, todos passaram a aceitar a pretensão petrina, aquela velha história que agora virou doutrina de que Jesus deu a Pedro autoridade sobre os demais apóstolos, e que Pedro foi o primeiro bispo de Roma, legando seu primado aos seus sucessores naquela igreja, de modo que eles tinham o direito divino da autoridade, de primazia sobre os demais bispos. Pronto, só sobrou o bispo de Roma. Mas era preciso agora de um nome que o destacasse dos demais. Então, vamos lá, chamá-lo-emos de Papa, que significa Pai. Tudo bem, mesmo que esse título já fosse usado por qualquer bispo, mas agora, com o crescimento do bispo de Roma sobre os demais, esse título deveria ser reservado só para ele. Então, senhoras e senhores, vos apresentamos o líder maior e universal da Igreja Católica Apostólica Romana: com vocês o bispo de Roma, como vocês o Papa.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

OS MAIAS E O "FIM DO MUNDO".


“Os maias contavam o tempo de existência do mundo a partir do ano 3114 a. C. no calendário cristão, sendo que um ciclo total se encerraria 5126 anos depois da era inicial. A diferença dá exatamente 2012! O fato é que os maias não falaram nada do que viria depois, isto porque já o sabiam: tudo se repetiria”.
O fim de qual mundo? – www.ultimato.com.br

Os maias acreditavam que os deuses tinham criado a Terra junto com os animais. Então criaram também os seres humanos de lama, mas estes eram muito frágeis e se desfaziam. Assim, houve um dilúvio que varreu a primeira humanidade. Depois desses acontecimentos, as divindades criaram os humanos a partir da madeira, mas estes não tinham alma, houve um segundo dilúvio pondo um fim à segunda humanidade. Dessa vez, os deuses criaram o homem a partir do milho, oferecendo-lhe a consciência de si mesmo. O sangue desses homens foi obtido pelo sangue dos próprios deuses. Por isso, para merecerem a dádiva de sua própria existência e agradecer pelo sangue dos deuses, os homens deveriam reverenciá-los e lhes fazer sacrifícios de sangue.

Um escravo, um prisioneiro de guerra ou uma virgem eram oferecidos em sacrifício. O sacerdote arrancava o coração da vítima ainda com vida e o erguia ensanguentado em direção ao sol. Esse ritual iria agradar os deuses que lhes deram seu próprio sangue.

Os sacrifícios também tinham outra importância, que estava relacionada com o modo como os maias entendiam o tempo. Para eles o tempo era como um ciclo. De tempos em tempos acabava-se uma era e recomeça-se outra e o que iria garantir a continuidade desse ciclo eram os sacrifícios de sangue.

Por tanto, para os maias não existiria um “fim do mundo”, mas o término de uma era e o recomeço, no qual os acontecimentos voltam a se repetir. Para eles, só existiria um “fim do mundo”, se eles negligenciassem os sacrifícios.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

OLAVO LACERDA MONTENEGRO


A emancipação

Eram as eleições municipais de 1963. Carnaubais pertencia a Assu. O deputado estadual Olavo Lacerda Montenegro apoiava Walter de Sá Leitão que disputou o poder executivo assuense com Maria Olímpia Neves de Oliveira. Ao abrir as urnas o resultado não agradou o deputado Olavo que viu Maria Olímpia vencer a disputa. Inconformado com a derrota, Olavo Lacerda usou o prestígio que tinha junto ao governador da época Aluízio Alves e encaminhou um projeto de Lei à Assembléia Legislativa a fim de emancipar Carnaubais de Assu. O projeto foi aprovado no dia 18 de setembro de 1963, marcando uma nova etapa na história carnaubaense, além de prejudicar a administração da prefeita Maria Olímpia que teria que administrar sem a arrecadação pela extração do sal feita pela firma Matarazzo nas salinas de Logradouro que a partir da emancipação pertenceria ao novo município. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

OLAVO LACERDA MONTENEGRO: O EMANCIPADOR


Olavo Lacerda Montenegro (1921-1999), nasceu na cidade de Açu (RN). Seu pai Manoel Pessoa Montenegro natural de Macau, litoral potiguar, chamado Manoel Pessoa Montenegro (Manezinho) foi prefeito do Açu durante 13 anos consecutivos nomeado por Getúlio Vargas. Sua mãe Maria Lacerda Montenegro era também açuense, por sinal, nome de uma das principais avenidas de Nova Parnamirim, região metropolitana do Natal (avenida Maria Lacerda). Olavo ainda jovem deixou o Açu para fixar morada na capital natalense onde casou-se com Neide Galliza Montenegro. Exereceu o mandato de deputado estadual em cinco legislaturas consecutivas: 1958, 1962, 1966, 1970 e 1974. Deputado combativo (ele foi um dos responsáveis pela formação da Cruzada da Esperança que levou Aluízio Alves ao Governo do Rio Grande do Norte, em 1960), defendia os interesses especialmente do Vale do Açu, importante região da terra potiguar. Na qualidade de deputado foi o autor da lei que elevou e deu foros de cidade os municípios de  Alto do Rodrigues, Carnaubais e Pureza. Foi também sócio fundador da ANORC - Associação Norte-Riograndense de Criadores chegando a ser presidente daquela instituição, contribuindo consequentemente para a agropecuária do seu estado, bem como um dos sócios fundadores da Rádio Princesa do Vale, de sua terra natal. Deixou, além da sua esposa, cinco filhos, netos e bisnetos.

Fonte: blogdofernandocaldas.blogspot.com.br

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ABEL ALBERTO DA FONSECA

O empreendedor
Abel Alberto da Fonseca nasceu em 25 de Março de 1887 na comunidade assuense de Panon. Em 1910, mudou-se para o povoado de Poço da lavagem, onde se dedicou a atividades comerciais. Neste mesmo ano também aconteceu o seu casamento com a Sr.ª Júlia Câmara, que era natural de Ceará-Mirim. O casal teve apenas um filho. Júlia adoeceu e faleceu prematuramente, então Abel casou-se com a Sr.ª Iracema Borja da Fonsêca com quem viveu até o fim de seus dias e tiveram uma filha. Abel ainda teve um caso extraconjugal com a jovem França Fernandes e com ela gerou quatro filhos.
Abel Alberto teve uma participação social, política e econômica intensa em Poço da Lavagem, pois neste lugar ele construiu o que veio a ser o seu famoso sobrado, obra que marcou a arquitetura local da época que era acostumada com as modéstias casas de taipas. Em 1913 ele organizou a feira livre aos domingos pela manhã. Em 1914 instalou uma indústria para descaroçar algodão. Devoto de Santa Luzia e segundo alguns mais velhos, devido a uma promessa, consegue mudar o nome do povoado de Poço da Lavagem para Santa Luzia, tornando-a padroeira daquele local, organizando as festividades alusivas à santa e liderando o movimento para a construção da Igreja de Santa Luzia em 1913.

Em 1926, montou um engenho para fabricar rapadura, além de possuir uma usina de fazer cera de carnaúba. Em 1928 contratou a primeira professora do povoado, a Sr.ª Francisca Borja e em 1929 lutou e conseguiu a instalação de um telefone público, o primeiro do povoado, que teve como sua primeira telefonista a Sr.ª Iracema Borjes da Fonsêca.

Em 1951, Abel foi morar na cidade de Assu e oito anos depois, em 17 de Abril de 1959, ele morreu naquela mesma cidade, deixando um legado muito grande de trabalho e melhorias na vida dos moradores de Santa Luzia (Carnaubais). 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

FRANCISCO PEREIRA DE ALBUQUERQUE

Carnaubais na História


Bandeira da Confederação do Equador à esquerda e bandeira de Carnaubais à direita

A Confederação do Equador foi um movimento emancipatório que reagiu contra o absolutismo e centralização política do governo de D. Pedro I (1822 - 1831) demonstrada na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do país, e pretendia formar uma república independente. A revolução aconteceu no Nordeste do Brasil em 1824, tendo como fonte o estado de Pernambuco e a adesão posterior do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Piauí.


O governo imperial reagiu de forma violenta, montando uma resistência com tropas mercenárias. Prenderam os principais líderes e condenaram nove deles à morte. Figura central do movimento, Frei Caneca, foi morto a tiros em 1825, depois do carrasco ter recusado executá-lo na forca.

Alguns participantes do movimento, após a derrota, temendo a punição do governo fugiram para outros estados. Um desses fugitivos chamava-se Francisco Pereira de Albuquerque que em 1825, trouxe consigo sua família e outras pessoas e se refugiou nas terras onde hoje se encontra a cidade histórica de Carnaubais, dedicando-se a agricultura e pecuária. Em 1847 ele construiu a primeira casa de alvenaria daquela localidade e é apontado por alguns carnaubenses mais antigos como o primeiro habitante branco dessa cidade.  

sexta-feira, 1 de junho de 2012

OS FUNDADORES

Carnaubais na História

Olavo Lacerda Montenegro na foto à esquerda e Valdemar Campielo Maresco no centro da foto à direita

Neste mês, este blog tem como objetivo falar de alguns personagens que contribuíram bastante para a fundação (falo no sentido mais amplo da palavra) de Carnaubais. Quatro figuras estarão presentes: Francisco Pereira de Albuquerque, o primeiro branco; Abel Alberto da Fonseca, o empreendedor; Olavo Lacerda Montenegro, o emancipador e Valdemar Campielo Maresco, o prefeito na hora das mudanças.

Seção "Os Fundadores", vamos acompanhar!